2 anos se passaram desde o início da saga de robôs gigantes que se espancam de Michael Bay, e os fãs já estavam ansiosos pela seqüência mais do que óbvia da franquia dos brinquedos da Hasbro adaptada para o cinema. Transformers – A vingança dos derrotados chegou semana passada nos cinemas para saciar a sede por pancadaria e efeitos especiais que encheu nossos olhos em 2007.
Mas o que esperar do filme? Confesso que, a princípio, estava meio ressabiado de gastar meu dinheirinho para assisti-lo, afinal, tinha lido trilhões de resenhas metendo o pau na obra, dizendo que Sr. Michael Baía havia errado a mão. Mas como adorador de Transformers que sou, dei a cara a tapa. Tenho que dizer que valeu a pena. E muito.
Transformers 2 cumpre muito bem a premissa “Esqueça seu cérebro fora da sala de cinema e veja explosões e cenas de ação”. Para quem gosta, o filme é um prato cheio, daqueles de pedreiro depois de erguer um muro, até pela duração do filme: são 2 horas e 23 minutos de pancadaria, explosões, carros lindos, robôs, Megan Fox, mais explosões… Ufa! O filme é enorme, e foi cansativo assisti-lo por conta disso, mas o diretor soube equilibrar muito bem ação e a ladainha da história (que não é nem de longe o ponto forte do filme; é fraquíssima).
Falando em história, a trama se passa 2 anos depois do filme anterior (dãr :B). Nesse meio tempo, os Autobots (ou “galerinha do bem”) fazem uma aliança secreta com o governo do Mundo EUA para eliminar alguns dos Decepticons (ou “galerinha do mal”) remanescentes no planeta. Aliás, a primeira cena, utilizada justamente para explicar essa aliança, é uma das mais breathtaking que eu já vi em qualquer filme de ação. Piscou, perdeu. Enfim, simultaneamente a essa guerra, Sam Witwicky (Shia Labouf, considerado por Spielberg o ator definitivo de filmes de ação) está entrando na faculdade, tentando se desvencilhar da guerra. Porém, acaba portador de um segredo que obrigatoriamente o jogará para dentro de toda a baderna que os aliens gigantões fazem no nosso belo planeta já não suficientemente ferrado. Yey!
Todos os elementos que fizeram Transformers um dos filmes mais legalzões do gênero estão na segunda edição: Humor, Megan Fox (que eu não consigo deixar de pensar que é fruto de efeitos especiais, só podem ser efeitos especiais…), Optimus Prime, Megatron, efeitos especiais maravilhosos (ver os robôs se transformando faz muito mais sentido nessa sequência do que no original. E as cenas de transformação são simplesmente perfeitas. Destaque para a 1ª metamorfose de Optimus e a construção modular de Devastator), som de primeiríssima linha (explosões, oras bolas :B além disso, a trilha sonora ficou por conta da galera do Linkin Park, que transformaram What I’ve Done em ícone dos robôs… infelizmente)… E tudo com muito mais destaque. Além das já mencionadas transformações mais legalzonas, tivemos um número estrondosamente maior de robôs, o que, de certa forma, tirou o carisma que o primeiro filme trazia consigo.
Acho difícil Transformers – A vingança dos derrotados não ser indicado para melhores efeitos especiais no Oscar do ano que vem, pois o trabalho que tem sido feito nesses 2 anos com certeza merece isso. É um filme que, novamente, enche os olhos do espectador, prende a atenção pelas longas 2 horas e meia, e vale a pena assistir no cinema. O primeiro é um marco nos filmes de ação, e o segundo não fica muito atrás, muito pelo contrário, é tão divertido quanto o primeiro. Mas não vá ao cinema achando que verá um dos melhores filmes de sua vida, que carrega “aquela” história e mensagem. É, como dito anteriormente, um filme para esquecer que você possui um cérebro, e se deixar maravilhar pela obra.
Para quem ficou curioso, aí vai o trailer:
