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04/26/2010 / Fiasqui

Box Critica – Alice no País das Maravilhas


Depois de Sexta feira ter ido ver “As Melhores coisas do Mundo” da Laís Bodansky e ver o tamanho da fila para a estréia de Alice no País das Maravilhas por Tim Burton, hoje tive a oportunidade de ir ver o filme e tirar as minhas próprias conclusões…

A História desta vez não é a mesma que Walt Disney nos contou em 1951, desta vez Alice esta com 19 anos, vive em uma sociedade burguesa e ela esta prestes a ser pedida em casamento por um Lord, porém mal ela sabe que seus antigos amigos do Pais das Maravilhas estão a procura dela, pois somente ela pode acabar com a tirania da Rainha Vermelha. Alice sem se lembrar do Pais das Maravilhas e muito menos dos seus amigos do passado, tenta entender o que é aquele mundo, o que é que todos dizem que ela têm que fazer e quem sabe se lembrar da ultima vez que foi parar naquele lugar.
O filme acontece muito rápido, acredito pelo fato de Alice ter diversos problemas para resolver e que acaba resolvendo facilmente, também possui vários assuntos para tentar entender que simplesmente ela aceita tudo aquilo sem entender e abraça a causa dos ouros personagens sem o menor motivo e para encerrar vários assuntos não são explicados e ficam no ar para você apenas aceitar aquilo. Realmente em minha opinião o Roteiro e o Ritmo colocado na edição do filme, deixaram a desejar, tanta coisa que poderia ser abordada e mostrada, que Tim Burton se confunde no que deve ser o principal foco da história, se é Alice, se é a Briga da Rainha Vermelha com a Rainha Branca ou qual é a história do Chapeleiro Maluco.
Tim Burton novamente trabalha com seu parceiro e fiel escudeiro Johnny Depp e sua querida esposa Helena Bonham Carter, por mais que sejam parcerias de sucesso e que o diretor confia e acredita no trabalho, não me lembro de ver os dois tão ruins em seus papéis, infelizmente não foram boas escolhas para os personagens, um chapeleiro maluco com uma aparência mais velha, como no desenho de 1951 talvez fosse mais apropriada. Diferente da Anne Hathaway que consegue dar um tom interessante a Rainha Branca, porém o roteiro e a edição mal nos permite descobrir quem a personagem é e o porquê realmente todos gostam dela e se também deveríamos gostar dela.
O que nos sobra é que o filme é muito bonito de se ver, direção de arte e fotografia são muito boas, dando um tom realista e aprimorado a tudo que um dia foi desenhado por Walt Disney, as animações também não deixam a desejar, todos os animais que foram feitos em computação gráfica são muito bonitos de se ver e tem um aspecto muito real na tela.
Antes que me atirem pedras, admito que sou um grande admirador do Tim Burton, porém ultimamente esta perdendo seus créditos e isso é pelo seu uso de mesmo atores e de apostar mais no visual do filme do que a maneira que se conta uma história, novamente Tim Burton faz os mesmos erros que fez em “A Fantástica Fabrica de Chocolates” e “Sweeney Todd” quando ele deveria pensar em fazer filmes como um dia fez com “Edward Mãos de Tesoura”, “Beetle Juice” e “Peixe Grande”.
Agora o filme vale a pena ver? Eu diria que não é um filme horrível, mas não gaste seu dinheiro vendo em 3D.

Veja Também:

Alice no País das Maravilhas de 1951 – Casa do Chapelero Maluco

http://adisney.go.com/disneypictures/aliceinwonderland/

Provavel Primeira versão de Alice para os Cinemas

OBS: Ainda continuo decepcionado pelo fato de um filme nacional melhor que Alice não ter tanta atenção.

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